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Foto: Laudiane Aparecida dos Santos A fama de caos enraizado no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, vai ganhando quilômetros e quilômetros de distância. Agora, com a morte de Genivon Firmino dos Santos, 17 anos, vítima de acidente de trânsito quando voltava para casa de bicicleta, na Avenida Araguaia, em Água Boa, região Leste de Mato Grosso. Ele morreu no dia 15, após algumas semanas internado na Unidade de Terapia Intensiva, batizada por seus familiares como “corredor da morte” Genivon sofreu o acidente no dia 15 junho. Ele foi colhido por uma mototicleta, cujo condutor,  Lucas Galle, veio a falecer no dia seguinte. Genivon teve fraturas no rosto, nos dois braços, na perna, e uma costela fraturada perfurou seu pulmão. Ele foi  transferido no dia 29 para o Pronto-Socorro de Várzea Grande, onde ficou internado até falecer. A prima  de Genivon, Laudiane Aparecida dos Santos, o visitou na unidade e ficou chocada com o que viu. De volta a sua cidade, ela relatou à Rádio Interativa FM as condições precárias de atendimento. Tudo devidamente documento com fotografias.  Laudiane  ficou revoltada e  disse que os pacientes em estado grave estão numa espécie de “corredor da morte”. À emissora, ela declarou que Genivon teria marcas de picada de mosquitos pelo corpo, indicando a falta de cuidado com os pacientes. Relatou que  teve acesso a UTI e notou que os vidros da unidade estavam quebrados, e o teto ameaçava cair.  "Meu primo não teve atendimento – ela denunciou.  A única coisa que fizeram foi recebê-lo e dopá-lo. Ele vivia dopado porque tinha muita dor", salientou Laudiane. 

Laudiane  disse que os médicos também não visitavam Genivon. Ela relatou as denúncias também ao  Ministério Público Estadual, que prometeu abrir inquérito para apurar as condições em que o garoto teria morrido. Ela acredita que Genivon morreu por conta de uma infecção que contraiu na própria UTI. Laudiane disse que fez uma vistoria em torno do prédio e encontrou esgoto a céu aberto, muito lixo jogado nos fundos da UTI, justamente onde os vidros da sala estão rompidos As suspeitas de mortes por negligência no PS de Várzea Grande, a rigor, são recorrentes. No ultimo dia 11, Marçal Nacano, 79 anos, chegou a unidade vitimizado por um traumatismo craniano, decorrente de um acidente de motocicleta. A filha da vítima, Fátima Maria, disse que a falta de atendimento adequado foi a principal causa de morte do seu pai. Os relatos apontam que ele ficou 12 dias passando dor, fazendo exames, com falta de medicamento. “Só foram falar do problema de traumatismo craniano quando ele começou a soltar líquidos preto pela boca, um dia antes de sua morte”, disse a filha. Fonte: www.24horasnews.com.br