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Hemodiálise 1ÁGUA BOA – Lideranças participaram esta manhã de uma rodada de negociações sobre a possibilidade de instalar um centro de hemodiálise em nossa cidade, com abrangência regional. O encontro foi na Câmara de Vereadores. Os técnicos informaram que o Centro de Hemodiálise necessita de 2 médicos nefrologistas com especialidade, um responsável técnico, duas enfermeiras especialistas, um técnico de enfermagem para cada 6 pacientes, uma assistente social, um psicólogo e uma nutricionista.

Todos esses profissionais são necessários por turno de atendimento. Além disso, os técnicos informaram que o Centro de Hemodiálise precisa cumprir com uma série de determinações técnicas específicas, como sistema de tratamento de água, aparelhos de Tomografia, Raio X e Laboratório com especialidades. Somente com o quadro completo o governo federal libera o funcionamento de hemodiálise. Hemodiálise 2 net

Um médico nefrologista deve custar cerca de R$ 40 mil mensais, tamanha é a complexidade do serviço. Foi repassada a estimativa de custo inicial de uma estrutura física completa para hemodiálise, em torno de R$ 2 milhões para atender 60 pacientes. O custo mensal varia em torno de R$ 250 mil, cujo aporte de recursos viria do governo federal, estadual e municípios, via consórcio regional. Hoje, segundo gestores do Cisma e do Hospital Regional Paulo Alemão, fica inviável a instalação de um Centro de Hemodiálise aqui na cidade, devido ao alto custo. Os técnicos do município e do Consórcio Regional de Saúde disseram que é mais fácil abrir uma UTI do que montar um centro de hemodiálise, devido aos detalhes técnicos exigidos.

Levantamento feito pelas secretarias municipais de saúde dos municípios da região aponta que cerca de 20 pacientes do médio Araguaia fazem atualmente hemodiálise três vezes por semana em Barra do Garças. Em Água Boa são 5 pacientes, 6 em Canarana, 5 em Nova Xavantina, um em Nova Nazaré, além de pacientes de outras cidades da região. O município de Água Boa gasta cerca de R$ 10 mil mensais para o deslocamento constante dos doente que sofrem com problemas renais crônicos.

A discussão sobre a possibilidade de instalação de uma unidade de hemodiálise em Água Boa partiu do Rotary Clube local. O presidente da entidade, Alexandre Ferreira, disse que o Rotary já é parceiro de iniciativa assim em uma cidade catarinense. Tanto que o Rotary já desenvolveu o costelão do dia dos pais nesse ano com o objetivo de destinar o lucro para esse projeto. Foram arrecadados cerca de R$ 35 mil no costelão.

Nelcindo Iappe, também do Rotary, observou que as dificuldades iniciais apresentadas pelos técnicos podem motivar a luta pelo projeto em busca de outros parceiros. As tratativas devem prosseguir no sentido de tentar viabilizar o projeto. Nelcindo lembra que esse orçamento apresentado é de uma empresa interessada em terceirizar o serviço, com alto lucro, em cima de 60 pacientes, sendo que a demanda da região é de cerca de 20 doentes. Ele entende que é preciso adequar o projeto à realidade da região