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QUERÊNCIA - Na manhã desta quinta-feira (16/05), a Polícia Civil de Querência incinerou aproximadamente 20 kg de entorpecentes ilícitos, provenientes de 86 apreensões feitas pela polícia no município. O promotor Edinaldo dos Santos Coelho, representando o Ministério Público, e Valneis Bottin representante da Vigilância Sanitária acompanharam a ação.

Segundo o delegado Michael Paes, o procedimento segue algumas etapas. Primeiro é feita a perícia da droga. Após essa perícia, parte do entorpecente apreendido volta para a unidade policial para ser incinerado e parte vai para o laboratório forense em Cuiabá. Isso acontece para o caso da defesa contestar o laudo feito pela perícia, então é deixada uma amostra.

Quando a droga retorna para a unidade policial, o poder judiciário autoriza a incineração, que deve ser acompanhada pelo Ministério Público, pelo fiscal da vigilância sanitária e outras duas testemunhas. Antes de iniciar o procedimento, é feito a perícia do local para verificar se está em condições, em seguida o material é queimado. Ao final, é feito um auto que é assinado pela equipe que realizou e acompanhou o procedimento.

 O delegado Michael avaliou como sendo uma quantidade grande de drogas, se considerar que a última incineração foi feita há menos de um ano.

“Eu acho que é a maior queima que a gente faz aqui no município. Isso ai só demonstra o trabalho que foi realizado, no período de menos de um ano da nossa última incineração, trabalho realizado pelos nossos investigadores de polícia, pela polícia militar e polícia civil.”

Para ele, a quantidade é preocupante porque mostra um incremento do tráfico de drogas na cidade. No entando, o delegado acredita que, com as últimas ações que ocorreram, as próximas incinerações terão um volume menor, pois haverá pouca demanda, já que há um investimento maior no trabalho preventivo.

O destino final correto

Valnes Bottin, coordenador da Vigilância Sanitária do município, explica que é um dos papeis da entidade garantir que todo o tipo de lixo entorpecente e contaminante tenha um destino final correto.

Esse trabalho já é feito com lixos hospitalares. Hoje há uma empresa especializada que recolhe e leva esses materiais para serem incinerados corretamente.

“Com esses entorpecentes não é diferente. O Dr. Michael tem esse cuidado de convocar a vigilância sanitária, de ter a certeza que esse produto tenha um destino final correto,” afirma.

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