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ATUALIZADA DIA 05/08/2018

 

CUIABÁ - O Desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), determinou a soltura da indígena da etnia Trumai, Kutsamin Kamayura, bisavó da recém-nascida enterrada viva, em Canarana, em junho deeste ano. Ela foi indiciada pela polícia e denunciada pelo Ministério Público por tentativa de homicídio, acusada de bater a cabeça da criança, logo após o parto, e enterrá-la no fundo do quintal, por ser filha de mãe solteira, conduta rejeitada na aldeia onde mora.

A bebê porém, depois de resgatada por militares, conseguiu reagir no hospital e recebeu alta. O desembargador Luiz Ferreira da Silva, que concedeu liberdade à bisavó, alega que se trata de uma “senhora de quase 60 anos de idade” e que “tem sofrido constrangimentos permanentes”. Considera ainda que existem, ainda, especificidades culturais “que tornam difícil o convívio social fora da tribo”.

O Habeas Corpus foi impetrado pelos procuradores federais Rogério Vieira Rodrigues e Wesley Lavoisier de Barros Nascimento, em favor de Kutsamin. A decisão é de 1º de agosto e foi publicada em Diário Oficial.

A avó da criança segue presa. As duas são acusadas de induzirem ainda outros indígenas ao crime, movidos por motivos culturais. O processo tramita na Comarca de Canarana.

A mãe da criança, ao receber atendimento psicológico, já manifestou intenção de criar a filha. Ela e o pai são adolescentes. A criança segue sob a tutela do Estado até a decisão final com quem ficará a criança.

 

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ATUALIZADA DIA 28/JULHO/2018

CANARANA - O Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Justiça de Canarana, denunciou ontem, sexta-feira (27),  Tapoalu Kamayura, avó da bebê indígena, Analu Paluni Kamayura Trumai, por tentativa de homicídio duplamente qualificado e omissão de socorro. A criança foi enterrada viva, no dia 05 de junho de 2018 e ficou quase seis horas.

Na denúncia o MPE diz que, Tapoalu tentou matar a sua neta recém-nascida, “por motivo fútil, com emprego de asfixia e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima. A acusada também deixou de prestar assistência e de pedir socorro da autoridade pública a pessoa ferida e em grave e iminente perigo, a saber, sua filha Maialla Paluni Kamayura Trumai, menor de idade”.

A menor engravidou em 2017, a gestão, no entanto, foi rejeitada por Tapoalu, que não aceitou uma “mãe solteira” em casa. “Por essa razão, premeditou a morte do bebê que estava por vir, de modo que convidou sua mãe Kutsamin Kamayura para sua casa, no período final da gestão”. A bisavó da bebê também foi denunciada pelo MPE.

No dia do nascimento da bebê, Tapoalu e sua mãe Kutsamin realizaram o parto de sua filha Maialla. “Na ocasião, Kutsamin, previamente ajustada com a acusada, retirou a bebê recém-nascida Analu da genitora e a levou para fora da casa. Assim, Kutsamin enrolou Analu em um pano e enterrou viva em uma cova no quintal da residência, sequer comunicando o óbito as autoridades competentes”.

Após o parto, Tapoalu manteve Maialla dentro da residência. Apesar da adolescente ter “sofrido uma grave hemorragia a avó e a bisavó se recusaram a levá-la ao posto de saúde, a fim de evitar que o parto e o posterior crime fossem descobertos”.

O crime foi cometido em virtude da rejeição sofrida pela recém-nascida no seio familiar, o que denota motivo fútil. “As acusadas ao enterrarem em uma cova a vítima ainda viva, praticaram o crime com emprego de asfixia. Por fim, em se tratando de um recém-nascido, evidencia-se a impossibilidade de defesa da vítima”.

A bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai foi transferida, no dia 11 de julho, da Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, para o abrigo municipal Higyno Penasso, em Canarana.

O translado aéreo foi acompanhado pelo Conselho Tutelar e Casa de Saúde Indígena (Casai) de Canarana, conforme determinação judicial.

A medida protetiva de acolhimento institucional foi requerida pelo Ministério Público do Estado, por meio da Promotoria de Justiça de Canarana. Desde que foi resgatada (5 de junho), a menina permaneceu até o dia 11 de julho na unidade hospitalar onde enfrentou dois procedimentos cirúrgicos após ter sido diagnosticada com infecção generalizada, insuficiência respiratória e alimentada por meio de sonda.

A avó Kutsamin Kamayura e a bisavó Tapoalu Kamyurá cumprem prisão especial na sede da Funai em Canarana.

 

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ATUALIZADA DIA 23/07/2018

 

CANARANA – A bisavó e a avó da indígena recém-nascida enterrada viva em Canarana, foram indiciadas pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, aborto tentado e omissão de socorro. As indígenas Kutsamin Kamayura, 57 anos, e Tapoalu Kamayura, 33, são, respectivamente, bisavó e avó da criança.

Conforme as apurações da Polícia Civil, elas teriam planejado enterrar a criança logo após o nascimento, no início de junho. As duas chegaram a ser presas e atualmente estão em liberdade, porém usam tornozeleiras eletrônicas. Conforme o delegado Deuel Paixão, o segundo inquérito sobre o caso foi concluído na última semana, após diversas testemunhas serem ouvidas.

Ele afirmou que as investigações e os depoimentos apontaram que Kutsamin e Tapoyalu teriam premeditado a morte da recém-nascida. “Ficou comprovado que elas simplesmente não queriam a criança e procuravam formas para dar fim à garota”. Segundo Dr. Deuel, testemunhas afirmaram que as mulheres teriam dado abortivos para que a adolescente de 15 anos, mãe da bebê, perdesse a filha durante a gestação. “Por este motivo, elas foram indiciadas pelo crime de aborto tentado”.

Elas foram indiciadas ainda por omissão de socorro em razão de não terem encaminhado a adolescente ao hospital logo após o nascimento da filha. A recém-nascida passou mais de um mês internada em um hospital da capital. Na semana passada, ela foi entregue a um abrigo de Canarana, conforme determinação do MPE. Ela aguarda decisão da Justiça sobre o seu futuro. A criança pode ser entregue para familiares, parentes ou ser encaminhada para adoção. (RDNews)

 

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ATUALIZADA DIA 09/07/2018

 

CUIABÁ - A bebê indígena Analu Paluni Kamayura Trumai, que sobreviveu após ficar 7 horas enterrada numa cova rasa, deve ser transferida da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá para a enfermaria, nesta segunda-feira (9), após apresentar melhoras consideraveis no quadro de saúde.

Conforme informações obtidas pela reportagem, a bebê já consegue se alimentar sozinha e o sistema renal está funcionando bem. O quadro de infecção foi controlado e desde o dia 25 de junho ela respira sem ajuda de aparelhos.

Na última semana, a bebê apresentou melhoras significativas e os médicos removeram o cateter de tenckhoff, por onde a bebê realizava diálise com uso de drogas vasoativas.

De acordo com o último boletim médico emitido pela coordenação do hospital, na última semana, Analu era acompanhada por fonoaudióloga para aprender a realizar a sucção adequadamenete, pois a dieta dela ainda estava sendo feita por sonda.

A recém-nascida foi transferida para a Santa Casa da Misericórdia de Cuiabá no dia 6 de junho. Antes, ela ficou internada no Hospital Regional Paulo Alemão de Água Boa em estado grave de infecção generalizada e insuficiência respiratória.

 

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ATUALIZADA DIA 03/07/2018

 

CUIABÁ – A bebê indígena resgatada após ser enterrada viva responde bem ao tratamento após intervenção cirúrgica. A menina que é da etnia Kamayurá, nasceu no dia 5 de junho e, logo após, foi enterrada viva em Canarana.

Em estado grave, ela foi transferida para Cuiabá no dia 06 de junho e segue na UTI neonatal da Santa Casa de Misericórdia. Conforme o boletim médico, o quadro clínico dela teve leve melhora.

No dia 7 de junho, o bebê passou por uma intervenção cirúrgica devido a hemorragia digestiva e ao mau funcionamento das funções renais. A criança ficou cerca de 7 horas enterrada viva. Devido ao trauma, apresentou infecção generalizada, distúrbio de coagulação e também uma hemorragia digestiva.

 

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ATUALIZADA DIA 22/06/2018

 

CANARANA – O juiz Darwin de Souza Pontes, de Canarana, determinou que as indígenas Kutsamin Kamayura, 57 anos, e Tapoalu Kamayura, 33 - bisavó e avó da recém-nascida sepultada viva dia 5 de junho, respondam por tentativa de homicídio fora da prisão, usando tornozeleira eletrônica.

A decisão acata pedido do Ministério Público Federal, que entende que o caso pode continuar tramitando na Justiça Estadual, por não ser esta uma questão coletiva. O juiz concordou. Conforme consta em decisão judicial, no interrogatório policial, Kutsamin teve dificuldade de se expressar. Ela é analfabeta, mas tem RG, recebe benefício social e entende a Língua Portuguesa.

Porém, para o juiz ficou claro que, tanto junto à autoridade policial quanto em audiência de custódia, "a ré tinha conhecimento da ilicitude" dos fatos. Pesa contra as indígenas o depoimento de uma enfermeira e servidora da Funai. Ela disse que os envolvidos no caso são integrados à sociedade, moram há muitos anos na cidade e conhecem a cultura urbana, embora fiquem transitando entre a casa onde moram e a aldeia.

Disse ainda que os envolvidos têm ciência do certo ou errado, sabendo que seria vedada a conduta de enterrar um recém-nascido de acordo com leis vigentes. A enfermeira contou que já presenciou muitos partos em aldeia e os indígenas não querem uma criança de mãe solteira convivendo com os demais. Segundo a testemunha, este foi o caso da adolescente de 15 anos, mãe da recém-nascida enterrada viva. A enfermeira disse ainda que não é justificativa não buscar assistência médica alegando descobertura.

Para ela, se não chamaram socorro, "já tinham a intenção prévia de descartar a recém-nascida". Explicou também que a Casai hoje faz todos os procedimentos quanto a óbito de natimorto, de todas as documentações, auxílio funerário, não sendo necessário enterrar criança em fundo de quintal, mesmo se nascer morta. A enfermeira também ressaltou que raros são os indígenas que ainda hoje em dia mantêm esta prática. No entanto, nem a bisavó e nem a avó confessaram que cometeram o crime motivadas por questões culturais.

O juiz negou pedido feito pela Funai de apresentá-las ao Fórum, “mas na primeira oportunidade embraça o cumprimento da citação”. Na decisão diz ainda que há sérios indicativos de que a Funai não estaria operando em Gaúcha do Norte, para onde avó e bisavó foram encaminhadas, e que ao invés de cumprirem prisão administrativa, teriam sido levadas à aldeia local.

Diz o Dr. Darwin que, na verdade, a sede da Fundação está abandonada o que “revela descaso com a Justiça”. O juiz mandou levar, em 3 dias, as indígenas de volta para Canarana, local do fato, para cumprir a prisão provisória e que seja colocada tornozeleira eletrônica nas rés, de modo a facilitar a fiscalização do cumprimento da prisão administrativa que ficou inviabilizada por inoperância da Funai. Até o momento, a Funai não se manifestou sobre o caso. A Federação dos Povos Indígenas emitiu nota se opondo a crimes contra a vida, lamentando os fatos e pedindo respeito aos demais indígenas, que nada têm a ver com este fato isolado.

A bebê segue internada na Santa Casa de Misericórdia em Cuiabá.

 

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ATUALIZADA DIA 20/06/2018

 

CUIABÁ - A bebê indígena resgatada após ser enterrada viva responde bem ao tratamento das funções renais após a intervenção cirúrgica realizada há 11 dias. A menina, que é da etnia Kamayurá, nasceu no dia 5 de junho e, logo após, foi enterrada viva em Canarana.

Em estado grave, ela foi transferida para Cuiabá no dia 06 de junho e internada na Santa Casa de Misericórdia. Conforme o boletim médico emitido na manhã desta quarta-feira (20), a criança ainda encontra-se com a saúde bem debilitada, porém estável.

“Houve melhora considerável da insuficiência renal aguda já com programação para a retirada do cateter da diálise peritoneal”, consta em boletim. A unidade hospitalar informou ainda que a criança está reagindo bem ao tratamento e está em processo de retirada da sedação e do respirador mecânico.

No dia 7 de junho, o bebê passou por uma intervenção cirúrgica devido a hemorragia digestiva e ao mau funcionamento das funções renais. A criança ficou cerca de 7 horas enterrada viva. Devido ao trauma, apresentou infecção generalizada, distúrbio de coagulação e também uma hemorragia digestiva.

 

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ATUALIZADA DIA 11 JUNHO 2018

 

CUIABÁ – Segue internada na UTI Neonatal do Hospital Santa Casa da Misericórdia da capital, a índia recém-nascida que tinha sido enterrada viva na semana passada em Canarana.

A garotinha foi resgatada horas depois por policiais civis e militares. Depois de passar por dois hospitais, Canarana e o Hospital Regional de Água Boa, a indiazinha Kamayura foi transferida para a UTI Neonatal em Cuiabá.

Segundo fontes da UTI, agora pela manhã, a menina segue entubada e respira por aparelhos. Seu estado é grave mas estável. A avó e a bisavó dela foram presas na semana passada, por suspeita de tentativa de homicídio, já que a criança foi enterrada viva. A Funai está acompanhando o caso.

 

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ATUALIZADA DIA 08/06/2018

 

CUIABÁ - O estado de saúde da índia recém-nascida resgatada depois de ser enterrada viva em Canarana, piorou nas últimas horas. A criança está internada desde quarta-feira (6) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Misericórdia em Cuiabá.

Um novo boletim médico, divulgado no final da manhã desta sexta-feira, aponta que a menina teve insuficiência respiratória e, por isso, foi entubada e respira com a ajuda de aparelhos.

Ainda segundo a Santa Casa, a criança apresentou sangramento digestivo e infecção. Por conta desse quadro de saúde, os médicos anunciaram que a recém-nascida passará por uma intervenção cirúrgica para colocar um cateter que deve tratar uma insuficiência renal.

 

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ATUALIZADA DIA 07/06/2018 16hs 45min

CUIABÁ - A índia recém-nascida resgatada depois de ser enterrada viva pela família indígena em Canarana, está internada em estado grave na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

Ela tem um quadro de infecção e insuficiência respiratória e está internada desde a noite de quarta-feira (6) em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. A menina sobreviveu após ficar seis horas enterrada e foi resgatada na terça-feira (5) por policiais de Canarana.

De acordo com o médico Ulisses do Prado, a criança pesa 2,420 gramas e o quadro de saúde, apesar de ser grave, é estável. A menina apresentou sangramento e passou por exames. Nossa reportagem manteve contato agora com a Santa Casa. Fonte da UTI disse que o quadro da criança é crítico, mas estável.

 

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CANARANA - A bisavó da índia recém-nascida resgatada na terça-feira (5) após ter sido enterrada viva em Canarana, teve a prisão convertida em preventiva. A anciã passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (6) no Fórum de Canarana.

A menina sobreviveu e foi resgatada por policiais, que registraram o resgate em vídeo. Kutsamin Kamayura, de 57 anos, durante seu depoimento, alegou que qa criança não chorou, e por achar que estivesse morta, foi sepultada. Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais.

Na decisão, o juiz Darwin de Souza Pontes, da 1ª Vara de Canarana, disse que para manter a ordem pública, determinou a prisão preventiva de Kutsamin. Ela deve responder por tentativa de homicídio. A bisavó foi transferida para a Cadeia Pública de Nova Xavantina. A Fundação Nacional do Índio acompanha a situação.

 

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ÁGUA BOA – A recém-nascida indígena da etnia Kamayura, resgatada na terça-feira (05.06) por policiais militares em Canarana após ser enterrado viva, foi transferida para a Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, no início da noite desta quarta-feira (06.06).

A criança estava internada no Hospital Regional de Água Boa. De acordo com a administradora do Hospital Regional Paulo Alemão, Salete Lauermann, exames revelaram que a criança está com hipotermia grave e distúrbio de coagulação.

Esse diagnóstico levou a pediatra Flávia Bonini a pedir a transferência da bebê para a capital mato-grossense. A criança indígena seguiu direto para um leito de UTI neonatal da Santa Casa onde passa por avalição detalhada. A UTI aérea contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) chegou por volta das 18hs em Água Boa e retornou 40 minutos depois. A chegada da pequena sobrevivente na capital causou repercussão.

 

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CANARANA - O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT) e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT) estão acompanhando, desde o início da manhã desta quarta-feira (06), o caso da recém-nascida indígena enterrada viva no município de  Canarana.
Trata-se de bebê indígena xinguano, ou seja, de uma etnia residente no Parque Nacional do Xingu. Uma das versões do fato decorre da cultura milenar de bater na cabeça e enterrar um dos gêmeos (o que traz o espírito do mal), e também os filhos “sem pai”, que seria este o caso da bebê indígena. Outra versão que chegou ao conhecimento do MPF é que a criança teria caído de cabeça no chão quando a mãe deu à luz no banheiro da casa, razão pela qual ela acreditaria que a criança já estaria morta ao ser enterrada. 
O bebê foi encaminhado ao Hospital Municipal de Canarana, e de lá, transferido para o Hospital Regional Paulo Alemão, em Água Boa. O representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) já está em Água Boa e o Promotor de Justiça está a caminho.
O MP Estadual atuará tanto por meio da Promotoria da Infância quanto da Promotoria Criminal no local, enquanto que MPF prestará todo o auxílio necessário, respeitando as peculiaridades culturais, o interesse da criança e a eficiência da investigação criminal. Mas informações, tanto sobre o estado da criança quanto sobre a investigação criminal, serão divulgadas oportunamente, assim que forem obtidas, preservando sempre a intimidade da família e o interesse da investigação. (Ascom)

 

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ATUALIZADA

CANARANA - A bisavó da índia recém-nascida que foi enterrada no quintal da casa, foi detida pela Polícia Civil de Canarana. A bebê sobreviveu e foi resgatada por policiais na noite de terça-feira.

A Polícia Civil estima que a criança recém-nascida tenha ficado enterrada por cerca de 7 horas, entre ás 14hs e às 20hs, até ser resgatada da cova rasa. A bebê está internada no Hospital Regional Paulo Alemão de Água Boa.

A bisavó de 57 anos, disse quea criança não chorou e, por isso, acreditou que estivesse morta. Seguindo o costume da comunidade indígena, ela enterrou o corpo no quintal, sem comunicar os órgãos oficiais. Ela foi indiciada por tentativa de homicídio, e passará por audiência de custódia ainda hoje.

O delegado de polícia de Canarana, Dr. Deuel Paixão Santana, informou que a avó e a mãe do bebê foram ouvidas na delegacia e liberadas. A adolescente está com um quadro de saúde debilitado e com hemorragia. A Fundação Nacional do Índio (Funai) acompanha a situação com a família e a bisavó.

 

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Bebê 2 net ÁGUA BOA - A bebê resgatada pela polícia após ser enterrada viva pela avó indígena em Canarana, passa bem de saúde. A informação é da administradora do Hospital Regional Paulo Alemão de Água Boa.

Salete Lauermann disse que a bebê foi submetida a diversos exames e está bem de saúde. "Trata-se de um milagre".

A criança segue internada no Hospital Regional em observação médica.

 

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CANARANA – Nesta terça-feira, policiais de Canarana resgataram uma criança enterrada viva. O fato ocorreu com uma família indígena. A criança só foi localizada em uma cova rasa, por volta das 21hs. Os policiais se surpreenderam ao notar que a criança chorava.

O bebê foi imediatamente socorrido ao Hospital Municipal de Canarana, e de lá, transferido para o Hospital Regional Paulo Alemão de Água Boa. Policiais e pessoas presentes se emocionaram ao escutar o choro do bebê e constatarem que ainda estava com vida, horas após seu sepultamento.

A criança foi salva pelo major João Paulo, sargentos Fernando e Oliveira e pelo soldado Henrique. Consta no boletim de ocorrência que a garota indígena de 15 anos, tinha dado à luz por volta do meio dia de ontem, terça-feira (05). A etnia é do Parque Nacional do Xingu onde existem 19 nações indígenas.

Por volta das 16hs a criança foi enterrada viva em um terreno baldio ao lado de sua residência, na Av. Paraná, no bairro Nova Canarana. O fato chegou ao conhecimento de uma testemunha por volta das 20hs, quando a polícia foi acionada. Policiais militares em conversa com a avó da criança, foram informados que a bebê havia nascido morta por ser prematura. Após cavarem no local, a criança foi resgatada com vida, cerca de 5 horas após o sepultamento.