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ATUALIZADA DIA 12/06/2018

Dra Alice Cristina ÁGUA BOA – Participa hoje do Repórter Interativo, a promotora de justiça da área cível, Alice Cristina de Arruda e Silva Alves. Ela vai trazer informações sobre os procedimentos tomados pelo Ministério Público Estadual com relação ao ‘Inferninho’, local de vários crimes graves.

Dra. Alice disse que tem conhecimento da situação e que está investigando os fatos há vários meses. Ela reconheceu que o encontro dos amantes do som automotivo tem migrado para vários locais diferentes, sob organização de diversas pessoas, o que dificultou o trabalho de investigação.

A promotora disse que o simples encontro de pessoas não é ilegal, porém, quando esses encontros acabam levando ao tráfico e consumo de drogas, corrupção de menores, abuso de som e bebidas alcoólicas e outros crimes graves, as autoridades tem obrigação de agir. O MPE já identificou algumas pessoas que atuam como organizadores do ‘Inferninho’, mas as investigações prosseguem.

A promotora lembra que quando as autoridades apertaram o cerco, eles mudaram os encontros de local. Segundo ela, as investigações prosseguem até identificar o maior número possível de pessoas que serão responsabilizadas perante a forma da lei. “O acesso ao lazer deve ser feito de uma forma saudável, e por isso, esses eventos devem ter fiscalização para coibir a ação de criminosos”.

As medidas tomadas pela promotoria indicam a fiscalização pela prefeitura e pelas forças policiais, sobre o abuso no som automotivo que importuna muita gente. O objetivo do MPE é evitar que crimes continuem sendo palco em encontros dos jovens.

A entrevista com a Dra. Alice Cristina será apresentada daqui a pouco, às 12HS 30MIN NO REPÓRTER INTERATIVO.

 

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INFERNINHO PRODUZ MAIS VIOLÊNCIA QUE DIVERSÃO - Em 03/06/2018

ÁGUA BOA - O ‘Inferninho’ produziu dezenas de ocorrências policiais nos 8 últimos anos, desde que alguns amantes do som automotivo passaram a se reunir nos arredores da cidade. Primeiro, os encontros aconteciam nos fundos do Setor Industrial.

Quando as autoridades passaram a agir com operações especiais, o grupo migrou para a MT-240 na estrada para Nova Nazaré. Depois de mortes no trânsito e vários outros crimes, o grupo migrou para a região do frigorífico. Em poucos meses foram ao menos 3 acidentes graves com mortes.

O grupo então passou a se reunir no Bairro Universitário. Moradores fizeram uma abaixo assinado pois não conseguiam dormir com o ‘Inferninho’. Com amplas batidas policiais, os frequentadores passaram a se reunir na entrada da estrada do Jatobazinho, até as tragédias se repetirem. Depois, o grupo tentou se organizar nos fundos do Setor Industrial, mas parece que os frequentadores não querem prestar contas.

Entre idas e vindas, atualmente, o ‘Inferninho’ acontece novamente no Setor Industrial, para a infelicidade dos moradores e comerciantes do local. Aos finais de semana, o local vira um inferno de tanta gente mal educada. Ao menos 6 pessoas podem ser contabilizadas como mortes violentas por acidentes, entre os frequentadores do ‘Inferninho’.

Já as vítimas de homicídios também alcançam número semelhante, uma vez que o local do encontro foi mudado várias vezes pelos frequentadores. O ‘Inferninho’ é local conhecido como ponto de tráfico de drogas, prostituição de menores, corrupção de menores, consumo desenfreado de álcool, formação de quadrilha, furtos, roubos e outras ocorrências.

A maioria dos frequentadores são menores, cujos familiares adotaram um péssimo estilo de educação destes jovens. Policiais civis e militares constataram diversas vezes que até os pais levavam seus filhos para frequentarem o local de má fama. Nos últimos 8 anos o ‘Inferninho’ cobrou o preço produzindo dezenas de inquéritos policiais e crimes dos mais diversos, mas a sociedade assiste pacificamente ao fato sem tomar atitudes enérgicas para coibir tal prática nociva.

Aliás, a tragédia choca somente por alguns dias até o próximo encontro. Enquanto isso, vimos a história de famílias que perderam entes queridos para a violência produzida neste local, várias pessoas mutiladas em acidentes ou brigas, sem falar em inúmeras consumidores de drogas que não conseguem abandonar o vício. Mesmo diante do triste quadro, o grupo continua se reunindo para esse tipo de diversão que coloca a vida em uma roleta russa constante. Ninguém sabe quem será a próxima vítima.

Inferninho