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ATUALIZADA DIA 12 SETEMBRO 2019

chuvas setCUIABÁ - Os mapas meteorológicos começam a indicar o retorno das chuvas para parte do Centro-Oeste brasileiro no fim deste mês de setembro. A notícia foi repassada pelo canal Notícias Agrícolas.

Não serão chuvas generalizadas e devem se restringir a algumas áreas agrícolas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo a meteorologista da Somar, Heloísa Pereira, a umidade que vem do Norte do país e do Centro-Sul podem se conectar, trazendo essas precipitações pontuais a região central.

Segundo a meteorologista, é preciso ficar atento, pois logo após estas chuvas há chance de uma janela de tempo seco acontecer, podendo durar mais de dez dias, o que atrapalharia o desenvolvimento inicial das plantas. A atmosfera está altamente aquecida, instável, cheia de núcleos de condensação formados pelas queimadas.

Temporais na volta das chuvas

Quando uma frente fria conseguir se alinhar a umidade da Amazônia e trouxer de volta a umidade ao Brasil Central, essa convergência de fatores, aliado com esse cenário instável vai proporcionar fortes temporais”, comenta. (Somar Meteorologia/Notícias Agrícolas)

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ATUALIZADA DIA 19 AGOSTO 2019
Chuvas podem atrasar

BRASÍLIA - O início do período úmido é uma época muito importante para os produtores, porém neste ano, mesmo com o El Niño desconfigurado, pode ocorrer atraso na chuva em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. O fenômeno, que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico, na altura do Equador, influencia as condições de chuva e temperatura em várias áreas do Brasil. climatempo

Neste ano, tivemos um El Niño fraco, que favoreceu o registro de temperaturas acima do normal em muitas cidades no verão. O fenômeno já se desconfigurou, mas suas características devem ser preservadas e como consequência, há expectativa de atraso no período úmido em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que pode impactar na janela de cultivo da safra verão.

Normalmente, com o fim do inverno e começo da Primavera, as chuvas retornam à região, favorecendo o plantio logo após o vazio sanitário, em 16 de setembro. No entanto, este ano há risco da chuva deve ser muito irregular e o período úmido só deve se estabelecer de fato a partir de novembro.

As projeções para setembro indicam chuva cerca de 50 mm abaixo da média entre o sul de Mato Grosso e norte de Mato Grosso do Sul e em pontos do norte de Mato Grosso e de Goiás. No sul de Mato Grosso do Sul, a anomalia de chuva pode chegar aos 100 mm. As áreas em azul no mapa, que indicam chuva acima da média histórica, também terão muita irregularidade.

Mesmo com o El Niño desconfigurado nos próximos meses, a região onde ocorre o fenômeno ainda deve ter esse viés aquecido até o início do verão, então teremos altos e baixos não só no início do plantio, como no período do desenvolvimento. Com o atraso, é possível que não dê tempo de cultivar as três safras, soja, milho e algodão, e alguma das culturas precise ser descartada neste ano.

O risco desse atraso do período úmido é grande, porém, a situação ainda é passível de monitoramento pelos climatologistas nos próximos meses. O problema é que a dinâmica da distribuição das chuvas pode afetar todo o planejamento de aplicações de defensivos de uma região. Quando a chuva é irregular, algumas lavouras são mais beneficiadas do que outras e se desenvolvem primeiro.

As doenças e pragas que por ventura atingirem essa plantação mais desenvolvida podem acabar migrando e contaminando outras propriedades que, pela falta de chuva, ainda estão em fases iniciais do desenvolvimento.

Nesse estágio as mudas ficam mais suscetíveis e as perdas podem ser maiores. Desta maneira, uma aplicação de defensivos eficiente e precisa vai ajudar muito o agricultor a proteger sua produção neste ano. (Fonte: Climatempo)

 

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Publicado em março 2019
Clima
 BRASÍLIA - O Outono, que começa nesta quarta-feira (20), deverá ter influência de fraca intensidade do fenômeno El Niño, como excessos de chuvas sobre a Região Sul e diminuição sobre parte do Norte e Nordeste, além de tendência de aumento moderado das temperaturas médias na parte central do país. De acordo com previsões do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a probabilidade de ocorrência do El Niño (diminuição da temperatura da superfície das águas do Oceano Pacífico) é de cerca de 70% no início da estação.

Região Norte
Este período na região Norte é marcado por chuvas frequentes e intensas, acarretando na subida das águas de rios e igarapés e consequente alagamento em áreas próximas a mananciais. Denominado popularmente por inverno amazônico, estende-se até meados de maio, quando a instabilidade migra para o noroeste do Brasil. 

A previsão indica que as chuvas deverão permanecer de normal a acima da climatologia em grande parte da região, exceto em uma pequena porção que abrange o sul de Roraima, noroeste do Pará e nordeste do Amazonas, onde as precipitações ocorrerão ligeiramente abaixo da média. As temperaturas deverão ficar dentro da normal a ligeiramente acima da média em toda a região. Entretanto, conforme o boletim do instituto, existe a possibilidade de ocorrência dos primeiros episódios de friagem no sudoeste da Região Norte, devido à entrada de massas de ar de origem polar.

Nordeste
A previsão indica chuvas de normal a abaixo da média em grande parte da Região Nordeste, sendo que até meados de abril as chuvas devem persistir sobre a parte norte desta área. A diminuição da temperatura das águas próximas à costa pode reduzir as chances de chuvas até o fim do outono. No leste da região, normalmente, existe um aumento gradativo das chuvas entre as estações de outono e inverno, devido à evolução de Distúrbios Ondulatórios de Leste. As temperaturas deverão ficar acima da média em toda região, principalmente no semiárido.

Centro-Oeste
A previsão do Inmet indica probabilidade das chuvas ocorrerem dentro da normalidade a ligeiramente acima da média em grande parte da região, exceto no noroeste de Goiás, onde existe a possibilidade das chuvas serem mais fracas. A partir de maio, tem início o período seco na parte central do país. As temperaturas deverão ficar acima da média em toda a região, principalmente no leste de Mato Grosso e Goiás. Não está descartada a possibilidade da ocorrência das primeiras geadas e friagens sobre o Mato Grosso do Sul e sul de Goiás.

Sudeste 
Normalmente, existe uma redução das chuvas sobre o Sudeste à medida em que se aproxima o outono, dando início ao período seco. A previsão indica que devem permanecer áreas com chuvas dentro da faixa normal ou ligeiramente acima nos próximos três meses. E é esperado que as massas de ar frio passem com maior frequência pela região somente a partir de maio, porém a previsão é de temperaturas acima da média.

Sul 
O prognóstico indica que as chuvas ficarão acima da média em toda a Região Sul, principalmente sobre a parte oeste. Existe um aquecimento da área oceânica próxima à costa da Argentina e mais acentuada no sudeste do Brasil, que favorece as condições de instabilidade atmosférica e, consequente, precipitação nesta área. Além disso, o aquecimento do Oceano Pacífico, caracterizando um El Niño de fraca intensidade, pode acentuar as temperaturas na região nos próximos meses, concordando com a previsão de temperaturas acima da média no outono. Mas essa previsão não elimina a possibilidade, segundo o boletim, de ocorrência de geadas, principalmente em áreas serranas, à medida que se aproxima do inverno. (Ascom Inmet - Instituto Nacional de Meteorologia - Assessoria de Comunicação)