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BARRA DO GARÇAS - Um internauta registrou uma bela cena nesta quinta-feira (06). Uma ema e seus filhotes caminhavam pela rodovia MT-100. A cena não é incomum na região, mas nem por isso é menos deslumbrante. As imagens foram registradas por Edimilson Souza da Silva, morador de Barra do Garças.

A EMA é uma ave que vive em regiões de campos abertos e Cerrado. No Brasil ocorre nos Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Estando quase extinta no Rio Grande do Sul. É a maior ave das Américas. Pertence a ordem dos Rheiformes, à família Rheidae e à espécie Rhea americana. Um macho adulto pode atingir 1,70 m de comprimento e pesar até 36 kg. A envergadura pode atingir 1,50 m de comprimento.
Esta espécie é onívora, ou seja, come de tudo: sementes, folhas, frutos, insetos, roedores, moluscos terrestres e outros pequenos animais. Além disso, a Ema come muitas pedrinhas, que servem para facilitar a trituração dos alimentos.
Pode ser considerada a velocista dos cerrado. Não sendo adaptada para vôos, suas asas atrofiadas servem apenas para manter o equilíbrio e mudar de direção durante a corrida que pode chegar a 60km/h.
Assim, em terra, a ema é o pássaro mais veloz das Américas. Perde apenas em velocidade para o avestruz africano, seu primo-irmão que atinge facilmente os 80km/h.
O macho distingue-se por ter a base do pescoço, parte do peito e parte anterior do dorso negros. Difere do avestruz por não apresentarem cauda e pigóstilo. Também não possuem glândula uropigiana (dilatação triangular de onde saem as penas da cauda das aves).
Ao contrário das demais aves, há separação das fezes e da urina na cloaca; os machos adultos possuem um grande pênis.
Muitas vezes caem em disputas corporais pela fêmea escolhida.
Tem pernas longas e fortes, possuindo três dedos em cada pé cujas unhas são usadas como arma, o avestruz tem dois dedos.
Vivem em grupos grandes de em média 30 membros. Bebem pouca água.
O acasalamento começa em outubro, e o macho reúne um harém de 5 ou 6 fêmeas, escolhe um território e faz o ninho.
Na época de reprodução, os machos fazem a dança do acasalamento para algumas fêmeas. Essa “dança” consiste em saltos, abrir asas, sacudir pescoços e alguns ronco.
O acasalamento começa em outubro, e o macho reúne um harém de 5 ou 6 fêmeas, escolhe um território e faz o ninho. Cada fêmea é capaz de pôr de 10 até 30 ovos. Ela põe os ovos fora do ninho e o macho se encarrega de arrumá-los para a choca, rolando-os para dentro do ninho. A incubação começa 5 a 8 dias após as fêmeas terem iniciado a postura.
Quando o ninho está cheio, o macho afasta as fêmeas e se responsabiliza por chocá-los, e as fêmeas retardatárias têm de botar os ovos apenas do lado do ninho.
Os ovos são brancos e pesam em torno de 600 gramas. Eles eclodem em 38 a 42 dias e todos no mesmo dia. Os que não eclodem são colocados para fora do ninho ou são deixados para trás, servindo de alimento para predadores (lagartos, lobo-guará, felinos e gaviões) ou sendo adotados por outro grupo de emas.
Os machos chegam a ficar oito semanas sem comer ou beber água - vivendo apenas de gordura corporal armazenada - para cuidar do ninho.
Durante a choca o macho fica extremamente agressivo.
Enquanto isso, as fêmeas vão acasalar com outros parceiros, podendo formar até três ninhos diferentes em uma mesma temporada.
Assim que os filhotes nascem, o ovo libera um cheiro forte que atrai insetos que servirão como o primeiro alimento das pequenas emas.
Os filhotes andam agrupados com o pai o suficiente para se virarem sozinhos . Ficam aos seus cuidados até atingirem a idade adulta. A maturidade sexual chega em torno de um ano e meio de idade ou dois anos.

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