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QUERÊNCIA – A farinha de mandioca é consumida intensamente na culinária brasileira, participando como fonte importante de carboidratos na dieta. Em algumas regiões onde condições sócio econômicas impõe restrições a uma dieta balanceada, esta fonte de carboidrato se apresenta talvez como a única fonte de nutrientes para o consumo. Em diversas cores e texturas, é companhia obrigatória do feijão e do churrasco, com ela se faz farofa, pirão, paçoca salgada ou doce; misturada ao açaí no norte, à rapadura e água no Nordeste. É um alimento rico em carboidratos e fibras e, quando integral, contém um pouco de proteína, cálcio, fósforo, sódio e potássio.

E agora, a comunidade do Assentamento Brasil Novo, zona rural do município de Querência, terá condições de produzir em uma escala maior esse produto. Acontece que no último sábado (25/05), foi inaugurada a mini fábrica de farinha (farinheira) naquela localidade.

O projeto da farinheira é um sonho da comunidade Brasil Novo, que agora se concretiza com o apoio da Prefeitura Municipal e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), além de outros órgãos que estiveram envolvidos para fomentar a agricultura familiar dos moradores, no intuito de gerar mais renda à estas famílias.

A secretaria municipal de agricultura entrou com a doação de manivas (ramas) aos produtores, não só do assentamento Brasil Novo, mas também ao São Manoel e Coutinho União, no intuito de agregar valor ao produto da agricultura familiar. A secretaria de agricultura também disponibilizou, recentemente, um curso de manejo da mandioca.

A correção do solo, realizada com calcário, onde haverá o cultivo da mandioca foi feita com recursos próprios dos produtores. 

A tecnologia de fabricação da farinha é simples, mas exige alguns cuidados no seu desenvolvimento. A seleção da matéria-prima adequada, a higiene e os cuidados durante todo o processo de fabricação, são fatores fundamentais para garantir um produto de qualidade, a qualidade de vida dos trabalhadores e a proteção do meio ambiente.

A farinheira do assentamento Brasil Novo deverá produzir farinha e fécula (a fécula é o amido extraído, e tem inúmeras utilizações por diferentes indústrias como a alimentícia, farmacêutica e têxtil), além, claro, de incentivar o produtor a cultivar a mandioca.

A obra teve um custo total de cerca de R$ 25 mil reais, onde R$ 10 mil foram cedidos pelo Ipam, e o restante da verba foi investida pela prefeitura municipal. A informação partiu de um dos articuladores do projeto da farinheira, Zé do Léo.

Diversas autoridades participaram do ato inaugural, dentre eles o prefeito Fernando Görgen, vereadores Vavá e Domingos Robérti, chefe de gabinete Elvon Leão, presidente do Conselho Municipal do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável Erivaldo Cunha, agente técnica e extensionista rural da Empaer Carla Simões, dentre outros.

O prefeito Fernando Görgen destacou a importância do projeto da farinheira e de toda fomentação da agricultura familiar que vem sendo desenvolvida no município, para incentivar a permanência do produtor no campo. Na oportunidade da inauguração, o prefeito ainda assegurou que a prefeitura auxiliará financeiramente a associação dos produtores nos primeiros seis meses de atividade da mini-indústria.

"A hora que estiver andando é fácil de tocar. Esse trabalho tem que continuar ao menos uns dois anos, trazendo novas tecnologias, novas variedades, para que tenha novas variedades e realmente haja êxito no campo", enfatizou o prefeito.

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