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QUERÊNCIA – A Agrovila do Assentamento São Manoel foi o local escolhido para uma reunião sobre a cadeia produtiva do leite do município de Querência. A reunião foi articulada pelo produtor e membro do Conselho Rural Sustentável, Célio Borges Machado, do Assentamento São Manoel. Representantes de todos os assentamentos do município, o prefeito Fernando Görgen, o secretário municipal de agricultura, Luiz Vezaro, o presidente da câmara de vereadores Neiriberto Erthal, vereadores Jean do Coutinho, Keila e Domingos Robérti, a agente técnica e extensionista rural da EMPAER, Carla Sales e o Engenheiro Agrônomo da EMPAER, Vanilson Simões foram alguns dos nomes que participaram da reunião, na tarde desta terça-feira (12/03).

O Prefeito Fernando Görgen ouviu todas as solicitações dos produtores que participaram da reunião, e firmou o compromisso de tentar viabilizar a construção de um laticínio em Querência, para atender a agricultura familiardo município.

O prefeito se comprometeu ainda em atender as indicações feitas pelos vereadores em prol da comunidade rural, como a questão das obras de encanamento, para suprir a necessidade de saneamento básico da comunidade do assentamento São Manoel, e o asfaltamento de ruas nas agrovilas do Coutinho União, Brasil Novo e Pingos d’água, por exemplo. Gorgen avaliou que o problema do mercado do leite não é algo exclusivo de Querência, mas que no município a logística é a grande vilã dos pequenos produtores. 

O presidente da Câmara de Vereadores de Querência, Neiriberto Erthal, destacou que, além de explanar mais sobre as várias cadeias produtivas da região, o ápice da reunião desta terça-feira, foi a oportunidade de ouvir a comunidade rural, que apresentou as suas demandas, o que norteia os trabalhos, tanto do legislativo quanto do executivo municipal.

A Presidente da Associação dos Produtores e Produtoras de Leite do Assentamento Pingos D’água, Kesia Dias de Souza, também participou da reunião e destacou os benefícios implicados na construção do laticínio para os produtores querencianos. Segundo Kesia, um laticínio para atender a agricultura familiar do município dará sustentabilidade aos produtores, o que, automaticamente acarretará em uma melhora na qualidade de vida dos mesmos.

A associação da qual Kesia é presidente trabalha a cerca de um ano e meio com o Programa Nosso Leite, através da Secretaria Municipal de Agricultura. Ela lembra que para a implantação do programa, foram necessárias mudança de pastagens, melhoramento genético dos animais entre outras adequações devidamente acompanhadas por técnicos capacitados. Kesia reforçou aos produtores que as técnicas do programa permitem uma produção sustentável e economicamente viável, que apresentam resultados a médio e longo prazo.

O secretário municipal de agricultura, Luiz Vezaro, salientou a importância dos produtores trabalharem unidos em suas cadeias produtivas, para que haja celeridade nos resultados buscados. Vezaro lembrou ainda que, após implantado o laticínio em Querência, a prioridade fica por conta da legalização e implantação do S.I.M., o Serviço de Inspeção Municipal, uma vez que um dos objetivos principais dos pequenos produtores da cadeia leiteira é poder atender a merenda escolar do município, através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Com a Lei nº 11.947, de 16/6/2009, 30% do valor repassado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar, medida que estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades.

A EMPAER também marcou presença na reunião, através da agente técnica e extensionista rural, Carla Sales e do Engenheiro Agrônomo, Vanilson Simões. Carla falou sobre alguns dos projetos dos quais a EMPAER é parceira e que favorece o pequeno produtor, como a Cadeia Produtiva da Mandioca, o Pró Limão, a Cadeia Produtiva do Leite, que foi o assunto principal da reunião, além do Projeto Educando com a Horta Escolar, que é desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, cujo intuito é manter os jovens no campo, incentivando e mostrando que é possível ter renda e sobreviver da agricultura familiar.

Carla destacou que, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pelo órgão, com a falta de repasses de recursos, a equipe da EMPAER local tem buscado parcerias para atender e auxiliar a todos os produtores da melhor forma possível. Mas Carla salientou que, para que o trabalho da EMPAER seja feito de forma satisfatória e que supra as necessidades dos produtores, é extremamente importante e necessário que as demandas sejam apresentadas ao órgão.