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Ainda sobre ontem, as paisagens durante a subida são deslumbrantes e depois as planícies ainda mais. Mas é uma região quase totalmente desabitada, umas pequenas vilinhas que mais parecem desabitadas pela falta de cor. A terra, apesar de não ser areia e não ser exatamente pó é fofa com pouquíssima fertilidade, que com a falta de chuva, tem apenas vegetação esparsa, ou seja, improdutiva, logo, além de umas pequenas criações de Lhamas, não se produz nada nestes 207 km que andamos ontem. Abençoado Brasil.

Uyuni está a uma altitude de 3.679 metros. A noite fiquei com a nariz entupido e parecia que faltava ar quando vê virava na cama, De dois sangrou o nariz e o meu está meio estranho. Na janta ontem dava umas tremedeiras e não consigo nem pensar em tomar cerveja, além de amanhecer com dor de cabeça, nada tão forte do que um dorflex não resolvesse.

Estou tomando bastante chá de coca, os outros estão mastigando, espero que dessa vez passe ileso. O mal da altitude faz você ficar com ânsia de vômito, qualquer coisa que você pensa comer o estômago avisa que vai devolver. Bom pra quer emagrecer. Da última vez que tive, diminui 6 kg em 4 dias. Mas por enquanto só um mal estar de alguns, mas ninguém com o mal da altitude.

Hoje vamos conhecer o Salar de Uyuni. Já nos avisaram que ir de moto é meio complicado pois teríamos de atravessar uns 500 metros de água. Mas viemos pra isso. Antes fomos no cemitério de Trens. Varias locomotivas foram abandonadas e estão deteriorando aos poucos. Depois abastecemos e mais 20 km chegamos no Salar (maior do mundo). Nós observamos de varias maneiras, a melhor maneira foi seguir os Jeep, primeiro o Celso, depois eu depois os outros, só um caiu porque entrou devagar.

As motos estão com sal até por cima da cabeça.

Muito interessante: são 5 metros de profundidade de puro sal. Você caminha sobre o sal. A água da chuva empossada é super salgada. Bateu um pingo dessa água na minha boca, imediatamente começou a arder. E lava como? Ainda bem que tinha um barão de cacau. Todos dentro do Salar, agora é olhar tudo, depois pensamos colo vamos sair.

Paramos no hotel de sal para almoçar. Pagamos R$ 5,00, para ocupar uma mesa e comemos a comida que trouxemos. Foi show. As nossas motos e o Troller, estacionados lado a lado foram uma atração à parte, muita gente tirou foto ao lado delas.

Pegamos a estrada pelo meio do Salar. Um ‘retão’ que você pode seguir ou pode andar por onde quiser, tomando cuidado apenas com uns buracos formados pela água e que pode afundar ao passar com a moto. Cheguei a colocar 80km/por/hora sem perigo, o sal cristalizado não sede ao passar com a moto. Andamos uns 60 km e chegamos bem pertença saída de Chuvica, mas como estava escurecendo e começamos a pegar água e como disseram que teríamos de passar um tanto de água, decidimos acampar em cima do sal.

Como os olhos aqui não se põe, mas cai, depois de uns 10 minutos já estava escuro. Montamos as barracas.

Preparamos alguma coisa para comer (pão, salame italiano, pão sírio..) muitas histórias e para a cama, melhor para o saco de dormir.

Elton Iappe

21/04/2018

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